Conhecendo o Pinguim, parte 1: Do Kurumin ao Mandriva

kuruminemandriva

Pretendo abordar a minha evolução na escolha de distribuições GNU/Linux com o passar do tempo. O objetivo dessa abordagem é ajudar todos aqueles que estão se “iniciando” no mundo do Software Livre e se veem perdidos no meio do inferno da diversidade.

Um índio fantástico!

No começo de 2007, fiquei sabendo de uma distribuição chamada IPCop. Eu tinha como objetivo usá-la em um firewall, mas findou não se concretizando. Alguns meses depois, ouvi falar do Kurumin Linux que estava na versão 7. Baixei e instalei em um computador com rede cabeada de um amigo. Fiquei maravilhado quando vi o “Kuruma” rodando pela primeira vez! Achei fantástico, desde o wallpaper até os aplicativos que o acompanhavam, como por exemplo, o Amarok. Sinta a nostalgia!

Kurumin 7

Na época ainda não tinha conexão com a internet no meu PC, resolvi então ficar testando o Kurumin com dualboot offline mesmo. Passado poucos meses, resolvi me conectar à internet através de um provedor Wireless. Apanhei muito mas não consegui fazer, nem o Kurumin, nem o Famelix, funcionar com a minha placa de rede wireless Ralink RT61. O Famelix, que hoje se chama BrLix, foi indicado por outro amigo. Gostei da aparência, apesar de tentar imitar o Windows Vista, mas não resolvi ir adiante até porque não funcionou a placa de rede wireless.


Conversando com o administrador desse provedor, fui informado que ele usava o Kurumin como servidor. Cheguei até trabalhar alguns meses com ele e mantive o primeiro contato com o Linux como servidor. Lembro que o controle de clientes era feito por MAC no Squid e acessávamos a lista através do ssh utilizando o mcedit para edição.

Um desktop bastante funcional

Sob indicação de outro amigo, fui apresentado ao Mandriva One 2007 com KDE. Até agora, eu só conhecia o KDE e nem fazia ideia de que existiam vários ambiente gráficos para o “Linux”.

Com o Mandriva instalado, tudo funcionou corretamente: codecs, java e até a placa wireless. Com o mínimo esforço, consegui até compartilhar conexão com outro PC. Conforme o tempo foi passando, resolvi me livrar do dualboot para não me refugiar no Windows quando aparecesse algum obstáculo. Na verdade, não tive nenhuma dificuldade em usar o Mandriva. Tudo funcionava bem, menos os “efeitos 3D”, o nosso já conhecido Compiz. Por vezes, eu tinha que dar um restart no X por causa do compiz. Todos os usuários de Linux da época lembram muito bem do atalho Ctrl + Alt + Backspace. Entrementes, posso dizer que o Mandriva era uma excelente opção para quem queria simplesmente o seu computador funcionando sem se preocupar com mais nada.

Sob recomendação de alguns usuários, fiz o download do Debian. Essa distribuição, que até então eu desconhecia, era muito aclamada e exaltada por seus usuários. Inclusive, fiquei sabendo através do próprio Kurumin, que se designava “filho” do Debian.

Baixando Debian

Poucos ícones no desktop e painel inferior transparente sempre foi preferencial para manter uma aparência simples evitando a poluição. Mas com o passar do tempo, fui pegando o jeito de “personalizar” o sistema e acabei enchendo de “firulas” como o SuperKaramba e o Kbfx, por exemplo.

Mandriva

Cheguei até ser “afrontado” pelos amigos que questionavam a aparência e utilizam alguns programas que simulavam algo em direção ao Compiz:

Alison lol

Tudo parecia seguir um percurso suave, mas a curiosidade de testar o tão falado “Debian” foi grande ao ponto de deixar o assunto para uma próxima publicação.

Abraços,

Leia a jornada com o Debian clicando aqui